Terminar um relacionamento é uma dor real, que pode desorganizar e trazer sentimentos como tristeza, raiva e confusão e até a perda de identidade do indivíduo. Neste artigo, vamos destrinchar esse tipo de luto que muitas vezes é inviabilizado em nossa sociedade, trazendo informações que possam ajudá-lo a lidar melhor com o momento. Confira a seguir!
O término como uma perda real
Quando você se relaciona com alguém, aquela pessoa constitui a sua rotina, transfere hábitos e faz parte do seu planejamento de futuro. Ao compartilharmos a vida com alguém, criamos “quase” que como uma nova identidade ao lado daquela pessoa.
Seja pela entrega, pela vulnerabilidade ou pelo vislumbre de um futuro possível, um término inesperado geralmente chega repleto de tristezas, dúvidas, inseguranças adormecidas e até culpa.
Quais são as fases do luto de um relacionamento?
O luto por um relacionamento não segue um caminho linear, pois cada pessoa carrega uma história diferente e dispõe de ferramentas emocionais que foram conquistadas – ou não – ao longo das experiências amorosas vividas. Entretanto, podemos listar as principais fases que podem fazer parte desse processo. Confira abaixo:
Negação – a dificuldade de aceitar que acabou
Por vezes, se apegar às memórias e aos planos torna o processo de superação da relação ainda mais difícil. É normal e até esperado que isso aconteça, mas é importante lembrar também do que fez com que o relacionamento terminasse. Nesses momentos, nosso cérebro tem a tendência a lembrar somente das partes boas, o que abre um espaço maior para a saudade, atrapalhando a elaboração de outros sentimentos como raiva ou até mesmo alívio.
Raiva – e o que ela protege
A raiva é um dos sentimentos esperados em um término, já que funciona como uma forma de lidar com a dor, rejeição, injustiça e confusão que o momento traz consigo. Ela é um passo importante de aceitação do fim, onde a pessoa consegue enxergar o que de fato aconteceu e quais foram os motivos que levaram ao rompimento.
Barganha o “e se” que não sai da cabeça
Um sentimento bastante comum, mas que gera muitos conflitos internos em quem ainda não está aceitando o fim da relação. A barganha faz com que a pessoa fique imaginando possíveis decisões que poderiam mudar o rumo do relacionamento ou situações de reconciliação que possam acontecer em breve.
É normal e natural, mas também precisa ser passageira. Caso essa fase se estenda, isso pode prejudicar ativamente que a pessoa mude de página na vida. Ou seja, é importante que amigos e familiares acompanhem esse processo de perto para que haja um apoio coerente com o momento.
Tristeza e vazio
Terminar uma relação é também dizer adeus a um ciclo e encerramentos causam tristeza e até um certo vazio – ou perda de sentido na vida. Todos os sentimentos que chegam com o término de um relacionamento dependem de como foi o relacionamento, do tempo, da bagagem emocional dos envolvidos e como, de fato, foi finalizada a relação.
O que não podemos dizer é que um término é fácil, não é mesmo? Mas é preciso acolher a tristeza e todos os sentimentos confusos que surgem neste momento, respeitando o tempo o próprio tempo de elaboração.
Reorganização – o que vem depois
Após sentir e amadurecer todas as emoções do luto do fim de um relacionamento, chega o momento de reorganizar a rotina e, quem sabe, adicionar novas atividades para ocupar o tempo que era direcionado à relação.
Nessa fase, é importante se reconectar com si mesmo, entendendo as vontades e as prioridades que talvez tenham sido colocadas em segundo plano. É a hora perfeita para iniciar um novo hobby, encontrar amigos e familiares e fazer programas em sua própria companhia.

A solidão do luto romântico
O luto de uma relação é completamente particular, já que é uma experiência compartilhada entre duas pessoas. Por essa razão, geralmente viver esse momento de término é solitário, pois a dimensão do que foi dividido e vivido no relacionamento só diz respeito ao casal.
Algumas pessoas podem soar insensíveis com a dor de quem está passando por essa situação, por não compreenderem por completo todos os sentimentos que envolvem a história. Mas, mesmo assim, é importante verbalizar as dores e as tristezas do processo e procurar apoio com alguém de confiança ou, se necessário, com um psicólogo.
O que pode ajudar no processo
Há inúmeras formas de superar um término de relacionamento, mas não há regras e muito menos tempo determinado para se curar. O que ajuda nesse processo é focar em si, seja com estudos, atividades físicas, sair com os amigos ou até mesmo se dedicar mais ao âmbito profissional.
Porém, é fundamental considerar que cada ação terá um impacto diferente e que cada pessoa terá necessidades particulares para atravessar o luto relacional. Ou seja, tem recomendações que poderão funcionar para alguém e, talvez, as mesmas dicas não funcionem para outra pessoa.
Quando buscar apoio profissional?
O luto amoroso traz consigo uma dor muito parecida com a de perder alguém, apesar de a pessoa continuar viva, porém não mais presente na vida de quem era o seu par.
Como falamos anteriormente, não existe um tempo certo para superar um término, mas há sinais que precisam ser analisados para compreender se o processo está sendo mais sofrido do que o esperado. Confira os indícios:
- Não conseguir fazer tarefas básicas por um longo período, como comer, dormir e sair de casa;
- Não deixar de comparar o seu processo com o da outra pessoa, mesmo com meses de término;
- Não se dedicar a novas atividades, seja um hobby ou lazer com os amigos;
Esses são só alguns exemplos que podem sinalizar que a pessoa está precisando de um apoio maior para digerir a situação. Atente-se ao seu/sua amigo(a) que está passando por este momento e ofereça suporte ou, se for você, saiba que você pode pedir ajuda para as pessoas próximas e, caso sinta que é preciso, procure a assistência de um profissional.
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